Um novo evento na política mineira se deu na última semana: o vice presidente da república, José Alencar (PRB) mostrou disposição para entrar na disputa pelo governo de Minas Gerais, caso seu nome seja realmente capaz de unir a base do governo Lula no estado.
Por ser o segundo maior colégio eleitoral do país, há uma preocupação crescente no tocante às alianças políticas em Minas, a fim de que seja viabilizado um palanque forte para a ministra Dilma Rousseff no estado. O imbroglio se dá entre a candidatura petista, que é disputada pelo ex-prefeito de BH Fernando Pimentel e pelo ministro Patrus Ananias, e o postulamente do PMDB, partido mais forte da base do governo federal, através do também ministro Hélio Costa. O impasse estava se tornando uma das maiores preocupações na política de alianças para as eleições deste ano, mas considerando o nome de José Alencar, os três postulantes ao governo mineiro que pertencem ao governo federal já admitiram abrir mão das suas candidaturas em prol da unidade da base.
É consenso, inclusive entre os partidos menores, que o nome de Alencar é o único capaz de unir PT e PMDB em Minas Gerais, beneficiando assim a candidatura de Dilma ao Palácio do Planalto. O vice presidente tem passado por problemas de saúde, e vem há anos lutando contra o câncer, obtendo significativos avanços no seu quadro nos últimos meses, sendo inclusive homenageado e aclamado de forma unânime no Congresso Nacional na última semana, durante a volta dos trabalhos legislativos em 2010, demonstrando todo o respeito que a classe política, seja oposição ou situação, detém pelo vice presidente.














